Segunda-feira, Outubro 24, 2005

LIVE'N'LOUDER ROCK FEST




Depois de anos de espera, eis que o Rio Grande do Sul finalmente é contemplado por um grande festival de som pesado, o Live’N’Louder Rock Fest, realizado no Gigantinho, no último dia 15 de outubro. Antes de começar a falar do evento e de seus shows, deixarei algo bem claro: conhecia pouquíssimo as bandas que se apresentaram. Pode-se até dizer que pelo menos três eu fui conhecer na hora. Dito isto, vamos ao festival.

Decidi na sexta-feira, dia 14, que iria ir ao festival, depois de muita insistência de meus amigos para acompanha-los nesta maratona musical. Não estava disposto a pagar 80 reais para ver bandas das quais conhecia pouco, mas achei que não podia perder o primeiro grande festival do RS, nem o show do Scorpions. Sem contar que precisava sair de casa. Então lá fomos nós rumo ao Gigantinho, pela segunda vez no ano. Ao chegar lá já era perceptível que o público não lotaria o ginásio. E não da pra culpar o público gaúcho, pois o grande vilão realmente era o ingresso.

O primeiro show do dia seria da Toccata Magna, banda gaúcha que mistura Heavy Metal com música andina. Não assisti ao show, preferimos fazer um lanche do lado de fora enquanto a banda tocava. Apenas escutei alguma coisa e reconheci o cover para The Evil That Men Do, do Iron Maiden. Quando finalmente entramos, o pessoal da produção estava montando o equipamento do The 69 Eyes.

Não conhecia absolutamente nada dessa banda quando eles subiram ao palco. A minha impressão foi boa. Um Gothic Metal meio Hard bem interessante. Por falar em Hard Rock, o visual da banda lembra bastante o Motley Crüe. Músicas bem legais como Devils, Gothic Girl e Brandon Lee empolgaram até mesmo quem não os conhecia. Os destaques individuais ficam por conta do vocalista Jyrki69, com seu vocal grave e performance de palco absolutamente carismática e o baterista Jussy69, que não parava de cuspir cerveja e atirar baquetas para longe. Uma ótima e agradável surpresa.

A banda escalada para fazer o show seguinte deveria ter sido uma das atrações principais. O Rage fez aquela que foi simplesmente a melhor apresentação dentre as sete bandas. Original da Alemanha, mas atualmente com um alemão, um russo e um norte-americano em sua formação, o power trio fez todos que já se encontravam no local vibrarem durante 50 minutos. Down, Don’t Fear The Winter, War Of Worlds, Firestorm, Soundchaser e Higher Than The Sky trataram de massacrar os pescoços menos preparados e mostrar toda a agressividade e qualidade da banda. É difícil destacar alguém, mas se fosse para faze-lo, o título iria para o baterista estadunidense Mike “Troll” Terrana. Com um kit de batera simples, Mike deixou no chinelo a maioria de seus companheiros de instrumento.

Os também alemães do Destruction tinham um desafio duplo: o primeiro foi substituir o Testament, uma das atrações mais esperadas, mas que acabou cancelando sua participação. O segundo desafio era tocar depois do melhor show da noite. Bem, pode-se dizer que Schmier e sua trupe conseguiram, pelo menos em parte, vencer seus obstáculos. De cara eles já mandaram a clássica Curse The Gods, para alegria dos thrashers. Muito comunicativo, Schmier não parava de se dirigir aos fãs e avisou que em 2006 a bandas estará de volta. Outros destaques foram Nailed To The Cross, Soul Collector, Inventor Of Evil e The Butcher Strikes Back, que encerrou o show.

A segunda banda brasileira da noite deixou muito a desejar. Apesar de fazer um show correto, o Shaaman abusou da paciência do público. Muito papo e pouca ação. Antes mesmo de entrar no palco a banda já deu nos nervos, com o locutor gritando que os pedidos do público não eram suficientes e que se não gritássemos mais eles não entrariam. Pois alguns vaiaram, e um outro grupo, do qual fiz parte, começou a gritar “viado, viado”. O início da apresentação até animou, com uma Turn Away bastante pesada e agressiva. Alias, fiquei surpreso com o vocal de André Matos, que estava bastante agressivo. Mas isso não é suficiente.

A todo momento André achava algo para criticar. Hora falava sobre os problemas que tiveram em seu último show em Porto Alegre, hora reclamava do descaso das produtoras de shows que só agora estavam dando destaque para uma banda brasileira em festivais. O pior foi quando ele resolveu dizer que um dia nós veríamos uma banda nacional fechando algum festival. Pode até acontecer, mas precisará ser uma banda grande e que tenha cacife para isso, como um Sepultura. Alguns vão dizer que eu tenho implicância com a banda e com seu vocalista. Pode até ser, mas não fui o único a achar o show apenas bem executado.



A atração principal era o Scorpions, mas muita gente estava ali apenas para ver o Nightwish. O que tinha de adolescentes e até crianças ali para ver a banda era algo quase surreal. Alias, o Nightwish provavelmente foi o responsável por este ter sido um dos shows de Metal com maior presença de mulheres que já vi em minha vida. E quando os finlandeses começaram o seu show o Gigantinho quase veio a baixo. Tarja Turunen arranca suspiros com sua bela voz, sua simpatia e, é claro, sua beleza. A banda é quase perfeita, parece que estamos ouvindo um CD. Bem, os fãs quase se mataram de tanta empolgação.

Os pontos altos são fáceis de apontar. Primeiro foi à execução da clássica Phanton Of The Opera, de Andrew Lloyd Weber, com Tarja dividindo os vocais com o baixista Marco Hietala (que se comunica muito com o público e é um ótimo vocalista também). Muito bem feita esta versão. Foi um momento emocionante até para quem, assim como eu, não é muito fã da banda. Wishmaster foi o outro, com o público indo ao delírio. Porém, nem tudo são flores. Falta muita coisa nos finlandeses. Tarja canta absurdamente bem, é linda e encantadora, mas definitivamente fica devendo muito no quesito “atitude metal”. Ela não é uma cantora de Heavy Metal e por mais que se esforce, não convence como tal. A banda toda é estranha. O fato de a música soar perfeitamente bem durante todo o set, por mais absurdo que pareça, é negativo. Como eu disse, parece que se está ouvindo o CD, é frio, falta espontaneidade. Tudo parece perfeito de mais, falta sujeira, agressividade. Falta Heavy Metal.

Uma pequena pausa. Acabei de ler no Whiplash que Tarja Turunen está fora do Nightwish. Agora, voltemos ao festival.

Depois do Nightwish aquele monte de adolescentes, crianças e boa parte das mulheres que estavam lá simplesmente sumiram. A explicação é bem simples: chegava a hora do show dos adultos. O Scorpions, atração principal do festival, levou 1 hora pra começar o show, mas a espera valeu. Os alemães fizeram um puta show, com uma boa mescla entre clássicos e músicas novas. Começaram com New Generation, do novo Unbreakable e seguiram com Love’em Or Leave’em, também do último álbum. Mesmo cansado, o público não parou, principalmente quando começaram os clássicos. E tome Bad Boys Running Wild e a minha preferida, The Zoo. A banda está muito bem entrosada e os membros mais novos, o baixista Pawel Macidowa e o baterista não-tão-novo-assim James Kottack parecem que estão lá desde a década de 1970. O guitarrista Rudolth Schenker e o vocalista Klaus Maine eram só simpatia. O único que destoava na banda era o guitarrista Mathias Jabs. Apesar de tocar com a habilidade que já conhecemos, ele não parecia estar nada feliz. Muito pelo contrário. Além de reclamar com os técnicos várias vezes, em dado momento chegou a sair do palco e discutir violentamente com um deles.



Mesmo com os chiliques de Jabs, o show prosseguiu quase que impecável. O minúsculo Klaus Maine é um gigante quando está com um microfone nas mãos. Incrível como sua voz ainda está poderosa e alcança todos os tons. O show seguiu com mais clássicos e músicas novas e até um set acústico, que incluiu Always Somewhere e Holiday. Outro grande momento foi à execução da instrumental Coast To Coast. Wind Of Change emocionou até os marmanjos com cara de mau. Big City Ninghts e Blackout, apesar dos problemas no som, foram ovacionadas a exaustão pelo público. O final com Still Loving You e Rock You Like A Hurricane deixou todos extasiados e com a certeza de que aqueles 80 reais foram muito bem investidos.

P.S.: Agora, uma consideração sobre o Live’N’Louder. Apesar de saber que pouquíssima gente vai ler este texto, acho que é preciso falar para a organização do festival. 80 reais pra ficar em pé durante mais de 10 horas ou sentado em concreto é, no mínimo, absurdo. Sinceramente não sei o que os caras da Opus tem na cabeça, mas com certeza não são neurônios. O preço altíssimo dos ingressos fez com que o público não passasse de 6500 pessoas. Se o ingresso fosse metade disso, teríamos pelo menos o dobro de público e com a mesma arrecadação. É só pensar e fazer as contas.

Sexta-feira, Setembro 09, 2005

JUDAS PRIEST E WHITESNAKE - PORTO ALEGRE



À noite de 06 de setembro de 2005 foi quase perfeita para os bangers que foram até o Gigantinho presenciar os shows de Whitesnake e Judas Priest em Porto Alegre. Apesar dos absurdos preços cobrados pelos ingressos, cerca de 6500 fãs puderam assistir apresentações monstruosas desses dois baluartes do hard rock e heavy metal.

Marcado para começar às 21h, só para variar tivemos um atraso considerável. Se não bastasse isso, os organizadores colocaram um “show” surpresa antes do Whitesnake. Para cumprir uma lei absurda da cidade, que obriga qualquer apresentação internacional para mais de 2000 pessoas a ter uma atração local abrindo, o guitarrista e blueseiro Fernando Noronha foi escalado para tocar guitarra por 5 minutos. E coitado do cara, que teve que enfrentar um público que não tinha a mínima vontade de vê-lo e que já estava impaciente com a demora. Foi totalmente ridículo, sem contar que, por algum motivo obscuro, o cara tocou mal pra cacete, só fez barulho com a guitarra e acabou com Purple Haze, de Jimi Hendrix.

Após essa palhaçada, uma breve espera e as luzes se apagam. O Whitesnake estava subindo ao palco. Um a um os músicos apareceram, até que Mr. David Coverdale adentra o recinto, com todo o seu carisma, pose e vozeirão. Eles já começam com as arrasa quarteirão Burn/Stormbringer, do Deep Purple. Coverdale não tem mais o mesmo alcance vocal do passado, mas ainda canta muito e é um puta frontman. Infelizmente nesta música o som não estava muito bom. O show seguiu com Bad Boys, Love Ain’t No Stranger, a balada Slow And Easy e Gimme All Your Love.



A banda que acompanha Coverdale nesta nova encarnação da “Cobra Branca” é ótima, com destaque disparado para os guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach, que fizeram seus solos magníficos na instrumental Snake Dance. A grata surpresa foi o baixista Uriah Duffy, que além de tocar pra cacete, ainda tem uma ótima presença de palco e seu baixo acende lusinhas no braço. Muito poser e ao mesmo tempo muito legal. Vale destacar os backing vocals do “trio das cordas”, que ajudaram muito o vocalista.

A pesadaça Crying InThe Rain da seqüência ao show, com o público cantando junto com Coverdale. Logo depois David pergunta para o público se “isto é amor?” e ouve como resposta o Gigantinho em peso cantando junto com ele a balada Is This Love?, com direito a braços levantados e isqueiros acesos. Emocionante, no mínimo. Infelizmente o show foi curto e terminou com as ótimas e igualmente clássicas Here I Go Again e Still Of The Nigth. Faltaram várias músicas, eu adoraria vê-los tocar Fool For Your Loving e Walking In The Shadows Of The Blues, mas não se pode ter tudo. De qualquer forma, foi inesquecível.

Mas mesmo com a grande apresentação do Whitesnake, a noite era do Judas Priest. E após mais uma pausa para troca de equipamentos, as luzes são novamente apagadas e dos PAs começam a ecoar os primeiros acordes de The Hellion. Scott Travis (bateria), Ian Hill (baixo), K.K. Downing (guitarra) e Glen Tipton (guitarra) surgem um a um e começa o show do Judas Priest com Electric Eye. Rob Halford aparece no fundo do palco, bem no meio do olho com raios que serve como pano de fundo, vestindo roupas de couro, com seu indefectível cavanhaque e óculos escuros. Pela primeira vez Porto Alegre estava vendo o Metal God em ação. E foi justamente a música que apelidou o vocalista do Priest que vem na seqüência, enlouquecendo o público.

Halford esbanja presença de palco e domina a platéia como poucos. Ele não corre pelo palco como Bruce Dickinson (Iron Maiden), nem faz malabarismos com o pedestal, como David Coverdale, mas é um verdadeiro showman. É incrível como ele consegue apenas caminhando de um lado para o outro e subindo plataformas preencher todo o espaço. Não para de se comunicar com os fãs, até dançar o cara dança. Mas Rob não é o único destaque do Priest. Toda a banda esteve perfeita. Scott Travis é o melhor baterista de heavy metal que já vi. Adora fazer malabarismos com suas baquetas e parece que está brincando atrás de seu kit, que ele esmaga impiedosamente. A dupla Downing/Tipton é uma das mais entrosadas da música pesada, agitam o show inteiro e tocam muito. Ian Hill é o mesmo de sempre, parado no canto esquerdo do palco, batendo cabeça e segurando firmemente o som da banda com seu baixo simples e pesado.



Riding On The Wind foi a primeira surpresa do set, para aqueles que não haviam procurado-o na internet. Na seqüência A Touch Of Evil foi muito festejada pelos presentes, e a interpretação do vocalista é arrepiante nessa música. Ao longo do show Halford vai trocando de figurino, e deve usar uns 10 casacos, a maioria de couro, coberto por tachinhas. Em Touch Of Evil ele estava com uma capa que o deixava parecido com um vampiro, e sua performance é totalmente teatral.

As duas primeiras do novo disco, Angel Of Retribituon, foram à boa Judas Rising e a fraca Revolution. As duas ficaram melhores ao vivo, mas não empolgam tanto quanto os clássicos. E por falar nisso, Breaking The Law veio em seguida, empolgando a todos. Essa música é extremamente batida, mas não adianta, na hora do show, não tem como não se empolgar com ela.

Outra surpresa do set foi I’m A Rocker, do disco Ram It Down. Muitos não a conheciam, mas foi bem recebida pelos fãs mais ardorosos. Diamonds And Rust foi executada na sua versão semi-acústica e Mr. Robert Halford da outro show de interpretação, mostrando que o lugar dele é no Judas Priest e que ninguém pode substitui-lo, por melhor que seja. Mais uma do novo disco, agora a ótima Deal With The Devil, essa sim empolgante. Mas nada supera as músicas antigas, e o Judas sabe disso. Beyond The Realms Of Death faz todos se esgoelarem na platéia, que a está altura já estava extasiada. E quer mais uma surpresa? Bem, ela veio na forma de Turbo Lover, do controverso Turbo, de 1986. Mesmo quem não gosta muito dessa música, como eu, cantou-a junto com a banda.

Hellrider foi à última do novo disco. É uma música bastante pesada e que lembra um pouco a época de Tim “Ripper” Owens nos vocais. Alias, eles não tocaram sequer uma música dos dois discos que fizeram sem Halford, uma pena. Depois disso, só clássicos. A trinca seguinte, que encerrou a primeira parte do show, é de tirar o fôlego. Glen Tipton e K.K. Downing ficam sozinhos no palco e começam a tocar uma melodia muito conhecida pelos fãs: Victim Of Changes. E na seqüência outra que poucos esperavam, Exciter. Cara, nessa eu resolvi que ia tirar o último resquício de voz que tinha na garganta e me esgoelei feito um louco. Não esperava por ela, não tinha visto em nenhum set list e fiquei feliz pra cacete com a surpresa. Infelizmente muitos dos presentes não pareciam estar familiarizados com o material mais “obscuro” e não responderam de forma satisfatória a esse clássico.

Halford anuncia ao microfone que é a hora de Painkiller, a música mais pedida ao longo do show. Scott Travis puxa a sua famosa introdução de bateria e o Gigantinho treme e quase vem a baixo. Quem estava cansado tirou forças de algum lugar, quem não tinha mais fôlego conseguiu desencavou um último suspiro. Rodas de mosh se abriram, todos batiam cabeça e cantavam com o Metal God. Alias, estava muito curioso para ver a sua performance nessa música. Ele não tem mais o pique de antigamente, e a ultima gravação que ouvi da música, ele estava muito mal. Mas felizmente Halford se saiu muito bem, cantando mesclando tons mais altos com outros mais baixos.

A banda sai do palco, e todos esperam a volta para o “bis”. Alias, vamos combinar uma coisa aqui, esse negócio de bis não existe mais há muito tempo, todas as bandas já tem programada a volta para o palco. Depois de um período de silêncio, um rugido conhecido começa a ser ouvido. Sim, era isso mesmo, Halford estava voltando para o palco, e com a sua Harley Davidson e seu cap. Caras, não tem como explicar a emoção que tomou conta do Gigantinho. Só estando lá para sentir o que aconteceu depois disso. O “bis” foram as já tradicionais Hell Ben’t For Leather, Living After Midnight e, para encerrar de vez, You’ve Got Another Thing Coming, com o público cantando toda a primeira parte da música.

Quando a banda saiu de cena, o público não parava de gritar e pedir para voltarem. Eles até voltaram, mas apenas para agradecer, e estavam visivelmente emocionados com a resposta dos gaúchos. Halford ficou sozinho no palco e pegou uma bandeira do Brasil e beijou-a várias vezes. Uma pena que não decidiram tocar mais uma. Saímos do show todos completamente satisfeitos, ao som de We Are The Champions, do Queen. Uma noite memorável, com dois dos melhores shows que o Rio Grande do Sul já viu.

THE PRIEST IS BACK!!!

Terça-feira, Agosto 16, 2005

SIN CITY!



Se tem uma coisa da qual eu nunca fui fã é de Histórias em Quadrinhos. Nem quando criança costumava lê-las, com raras exceções feitas aos gibis da Turma da Mônica, da Disney – em especial do Pato Donaldo, tirinhas de jornal (que leio até hoje) e os livros do Asterix. No caso de super-heróis, o meu negócio era assistir os desenhos na TV. Batman, Homem-Aranha, Liga da Justiça, o terrível Superamigos, He-Man, Thunderkats, e por aí vai.

Se quando era criança e adolescente eu ficava longe dos quadrinhos, depois de adulto é que o quadro não ia mudar mesmo. Até fiz umas duas tentativas, primeiro quando o Kiss lançou as revistas do Psycho Circus e depois do filme dos X-Men, quando tentei começar a acompanhar os mutantes. Mas percebi que aquilo não era pra mim. Os tais gibis “adultos” – as Graphic Novels – eu também não cheguei muito perto.

Desta forma, gosto de adaptações de quadrinhos pras telas, mas não estou nem aí se tem ou não a ver com o original, sendo um bom filme está ótimo. Mas Sin City chamou muito a minha atenção quando foi anunciado. Desde o formato e as técnicas que seriam utilizadas, até o elenco, passando pela direção e participações especiais, tudo dizia que seria um ótimo filme. Até ler uma das Graphic Novels eu li. E gostei do que vi, achando que valia a pena colocar aquilo no cinema.

Toda essa explicação é pura bobagem, então vamos ao filme. Sin City – Cidade do Pecado, apresenta três histórias e uma introdução. Na primeira conhecemos Marv (Mickey Rourke), um sujeito grotesco, ex-criminoso, que não bate em mulheres e faz suas próprias regras. Apesar da aparência terrível, a bela Goldie (Jaime King), prostituta de alto escalão o procura e os dois passam uma noite de amor, a primeira e última de Marv. Durante a noite Goldie é assassinada, causando a irá do grandalhão, que vai buscar incessantemente a vingança da morte do anjo que caiu em seu colo.

“The Hard Goodbye” é de longe a melhor das três histórias aqui contadas. Mickey Rourke, como todos sabem, atirou a sua carreira no lixo diversas vezes. A partir deste filme ele tem a oportunidade de ressurgir, pois é um ótimo ator e aqui ele está perfeito na pele de Marv. O cara está quase igual ao sujeito dos quadrinhos. A maquiagem que deforma o rosto do ator um pouco mais do que os anos de excesso deixaram ele realmente grotesco, mas muito divertido. Alias, cenas divertidas não faltam nesta seqüência, como quando ele arrasta um sujeito pela rua de dentro do carro, para arrancar informações, ou a cena em que ele é espancado por uma prostituta que acha que ele é o assassino de Goldie, e após esclarecer as coisas, ele simplesmente levanta da cadeira onde deveria estar amarrado, na maior naturalidade.

Na seqüência temos “The Big Fat Kill”, onde Dwight (Clive Owen), um detetive procurado por assassinato e de cara nova resolve fazer justiça com as próprias mãos. Ele tenta impedir que Jackie Boy (Benicio Del Toro) vá “fazer mal” a alguma mulher indefesa. Junto com as prostitutas da Cidade Velha, lideradas por Gail (Rosario Dawson), ele acaba com o tarado e seus amigos, pra depois descobrir que o cara era um policial condecorado. Ai começa a tal grande matança do titulo, numa guerra entre as prostitutas e a máfia, para evitar que a polícia fique sabendo da morte de Jackie Boy. Digamos que essa é a menos legal das histórias, apesar das atuações muito boas de todos, em especial Del Toro, que está muito engraçado e a pequena e letal Miho (Devon Aoki), que não abre a boca, mas proporciona uma verdadeira carnificina. E tem ainda a cena dirigida por Quentin Tarantino, que é fantástica de tão bizarra, com o dialogo entre Dwight e a cabeça morta de Jackie Boy.

A última história é dividida em duas partes, sendo que a primeira vem logo no começo do filme. “That Yellow Bastard” começa no último dia de serviço de Hartigan (Bruce Willis), um dos poucos policiais honestos de Basin City. Pouco antes de sua aposentadoria, porem, ele arrasta o seu parceiro para um cais, onde vai procurar a pequena Nancy Callaghan. Após salva-la das garras do filho pedófilo de um influente político, Hartigan passa oito anos na cadeia vivendo o inferno. Após sair, o policial vai atrás de Nancy, que agora cresceu e se tornou uma stripper – interpretada por Jessica Alba – que faz todos babarem em um boteco barra pesada da cidade e que agora corre risco de vida novamente.

Sin City é quase perfeito. Une sensualidade, crueldade, humor negro e um ar meio caricato, reforçado pela canastrice de alguns de seus personagens, mas tudo na medida certa. Gravado totalmente usando o chroma-key, ou seja, as seqüências foram gravadas em estúdio com o fundo verde, onde posteriormente foram inseridos os cenários, o filme é quase uma cópia scaneada da Graphic Novel. O clima noir e o espetáculo visual, alinhado as ótimas atuações e trilha sonora, fazem de Sin City o melhor filme do ano até o momento. Que venha o próximo.

Sexta-feira, Agosto 05, 2005

A FANTÁSTICA FABRICA DE CHOCOLATE!



A Fantástica Fabrica de Chocolate, de 1971, é um clássico incontestável e intocável. E é por esse motivo que não farei comparações qualitativas entre “o clássico” e a versão atual, dirigida por Tim Burton. Posto isto, vamos ao filme. A história vocês conhecem, a menos que tenham passado os últimos 35 anos numa caverna. O excêntrico Willy Wonka (Johny Depp) decide lançar um concurso mundial para selecionar cinco crianças que terão o privilégio de entrar em sua fábrica 15 anos depois dela ter sido completamente fechada para o público. Para isso as crianças devem achar um cupom dourado, escondido em barras de chocolate.

Pouco a pouco vão aparecendo os vencedores, todos uns poços de arrogância e má criação, reunindo tudo o que de pior podem ter as crianças, e também os adultos. A exceção é Charlie (Freddie Highmore), o menino pobre que mora a poucos metros da fábrica Wonka e sonha em poder ver o lendário chocolateiro de perto. Assim começa a jornada por um mundo fantástico, um verdadeiro sonho de consumo pra qualquer criança, onde quase tudo é feito de doces.

A escolha de Tim Burton para dirigir o longa foi mais do que acertada, pois o cara é quase tão excêntrico quanto o personagem principal. A parte estética do filme é impecável, não tem o que tirar nem por. Algumas mudanças foram promovidas na história, tornando o filme atual mais fiel ao livro de Roald Dahl, e foram boas mudanças. A cena da sala dos gansos de ovos de ouro, por exemplo, não existe aqui. Agora a riquinha insuportável Veruca Salt (Julia Winter) é “eliminada” do concurso na sala de nozes, assim como no livro. Em 71 devia ser complicado levar dezenas de esquilos para um set de filmagem e faze-los se portar como atores. Mas hoje isso não é desculpa, temos tecnologia pra digitalizar os bichinhos, certo? Errado. Burton colocou 40 esquilos de verdade no filme, e deu certo. Só essa cena vale o filme.

A cachoeira e o rio de chocolate parecem de chocolate mesmo, e não apenas água marrom, a sala de TV é uma referência mais do que óbvia a Stanley Kubrick, referência essa que é reforçada pela inclusão de uma analogia clara ao 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Mas não é só na estética que o filme se destaca, o elenco é fantástico. As crianças escolhidas estão muito bem caracterizadas, e dão uma raiva desgraçada, de tão insuportáveis. Juro que eu ia enforcar aquele pirralho viciado em videogames se fosse pai dele.

Os novos Umpa-Lumpas merecem um parágrafo à parte. Deep Roy fez de longe o trabalho mais difícil do filme todo, já que o ator interpretou todos eles. E fez isso maravilhosamente bem. Esqueça o cabelo verde e a musiquinha do primeiro (por mais legal que ela seja), pois aqui são várias músicas diferentes, de diferentes estilos e com referências que vão de Beatles a Heavy Metal, Rap, Broadway e mais um monte de coisas. É um verdadeiro show musical dentro do filme. E o melhor: as músicas não são chatas, como costuma acontecer em filmes infantis. A origem dos pequeninos não só é contada, mas também é mostrada, de forma muito divertida.

E o Johny Depp, você pergunta. Bem, é um puta ator, não tem o que discutir. O cara elevou a excentricidade de Willy Wonka a patamares estratosféricos. Ele é um personagem pra lá de bizarro, com suas roupas extravagantes, seu mundo de faz de conta e uma expressão que beira ao psicótico. Mesmo que Depp e Burton tenham dito que não, é quase impossível não ver semelhanças com a figura de Michael Jackson na caracterização do personagem. Até luvas ele usa. Mas, realmente, ao contrário de Jackson, Wonka tem aversão a crianças. No original ele era cínico com elas, aqui ele não as suporta, elas o perturbam. Depp da um show de interpretação apresentando a personalidade distorcida do chocolateiro. E os flashbacks usados por Burton para explicar o porque da reclusão do magnata dos chocolates ajudam muito nessa caracterização.

O filme tem tantos pontos positivos que é até difícil escolher sobre o que falar. O certo é que Tim Burton foi à escolha perfeita, tanto por ser um ótimo diretor quanto por ter respeitado o filme original. E esse novo filme certamente vai se tornar um clássico. Ah, só mais uma coisa, o final é diferente.

Segunda-feira, Julho 25, 2005

QUARTETO FANTÁSTICO!




Bomba: o filme Quarteto Fantástico (Fantastic Four) foi encomendado pela Rede Globo de televisão. É isso mesmo que você leu. Como a emissora do finado Roberto Marinho já precisa há algum tempo renovar a sua frota de filmes da Sessão da Tarde, eles enviaram um e-mail para o diretor Tim Story com o seguinte conteúdo:

“Prezado Tim,

precisamos urgentemente dar uma revitalizada no quadro de filmes que passamos nas tardes dos dias de semana aqui na nossa emissora. Nosso público mudou e não se identifica mais com filmes como O Rapto do Menino Dourado, Top Gun, Um Tira da Pesada e Os Goonies. Assim, solicitamos a sua ajuda para dirigir um filme de ação com as seguintes características:

Precisamos de um herói que seja inteligente, responsável e que tenha alguma habilidade física especial. Também é importante um outro personagem, mais novo, que seja irresponsável, inconseqüente e boa pinta, para fazer sucesso entre o público adolescente. Alguém que enfrente algum tipo de drama pessoal, mas que consegue supera-lo para ajudar os amigos, é bem vindo. Não podemos nos esquecer da heroína, que será o par romântico do herói principal. Ela deve ser inteligente e bonita, além de destemida. Favor seguir o padrão de beleza das estrelas “teen” atuais, como Britney Spears, Beyoncè Knowles e Christina Aguilera. Uma mulher que não sabe se é uma loura querendo ser negra, ou uma negra querendo ser loura. Bem, não podemos esquecer do vilão. Ele deve ter alguma ligação com o passado dos heróis, ser inteligentemente perverso e inescrupuloso em sua busca pelo poder.

Agradecemos a sua atenção e aguardamos o seu retorno.

Atenciosamente, Organizações Globo”

Ai você pergunta: mas é só isso? Sim. É exatamente isso que você verá na tela quando for assistir a nova incursão da Marvel no cinema. Um filme feito especialmente para passar nas tardes de férias, quando a garotada não tem mais nada pra fazer. Junte essa descrição acima a um número infindável de efeitos especiais e a atuações caricatas e, voila, está pronta a película. Só pra não dizer que não me aprofundei muito na crítica: os efeitos especiais não são bons, principalmente os usados na seqüência da explosão no espaço e os das “esticadas” do Sr. Fantástico (Ioan Gruffud); a roupa de borracha do Coisa (Michael Chiklis), que era para parecer pedra, não parece; Jéssica Alba não convence como uma mulher madura (nem mais velha que seu irmão mais novo ela consegue parecer); o roteiro é cheio de buracos e desculpas esfarrapadas para justifica-los, sem contar a trilha sonora, que é horrível.

Como pontos positivos da pra citar as cenas com o Tocha (Chris Evans), o irresponsável responsável (perceberam a Sacada Genial?) pelas tiradas cômicas mais legais do filme, apesar destas serem bem batidas. A interpretação de Chiklis para os problemas existenciais do Coisa está boa, o vilão é legal e algumas cenas de ação são divertidas. Agora chega, já perdi tempo demais com um filme fadado a passar 10 vezes por ano na Sessão da Tarde.

Sexta-feira, Junho 24, 2005

TYRANNY OF SOULS



Por que o Iron Maiden não grava um disco como esse? Alguém consegue me explicar por que diabos, tendo Bruce Dickinson no vocal, o Maiden não consegue fazer um disco que chegue sequer próximo da qualidade de Tyranny Of Souls, novo disco solo de seu vocalista?

Depois que voltou para os vocais da Donzela em 1999, Bruce praticamente abandonou sua carreira solo, que já havia dado ao mundo dois dos melhores discos de Metal da década de 90: Accident Of Birth e o fantástico Chemical Wedding. Pois sete anos depois o baixinho resolveu se juntar a Roy Z. para juntos gravarem o melhor disco de 2005 até o momento. Após a breve e vigorosa introdução Mars Within vem a pesada e rápida Abduction, ótima faixa de abertura e que deve ficar fantástica ao vivo. Essa poderia muito bem estar num disco do Maiden.

Soul Intruders já é diferente, indo na direção dos álbuns solo do cantor. Kill Devil Hill vem na seqüência e se consagra como uma das melhores do disco. Bem pesada e mais cadenciada, com belo trabalho de Roy Z. nas guitarras. O teclado também marca presença importante. Navigate The Seas Of The Sun é daquelas baladas quase que completamente ao violão que marcam a carreira solo de Bruce Dickinson. Uma bela música com uma bela letra.

River Of No Return também é uma balada, mas um pouco mais heavy. Power Of The Sun traz o peso de volta em grande estilo, com ótimos riffs de Roy Z. e a tradicional potência do vocal de Mr. Dickinson. Logo depois vem a melhor música do disco. Devil On A Hog é algo quase que inexplicável de tão bom. Ela tem um clima anos 70, um “Q” de Deep Purple em sua melodia e riffs. Até a sonoridade lembra as bandas daquela época. Quase fui ver se não tinha algum crédito para Ace Frehley, do Kiss, após ouvir o solo desta música. Fantástica.

Believel também traz algo do passado do Metal, lembrando bastante o Black Sabbath. A última música é A Tyranny Of Souls, que da nome ao álbum e encerra o disco muito bem. A introdução lembra a música Black Sabbath, e depois mistura o “estilo Bruce solo”, criado em seus discos anteriores com as referências à banda de Ozzy Osbourne.

O disco é quase perfeito, desde a sua produção até o desempenho dos músicos. Roy Z. é um ótimo produtor, compositor e guitarrista, mas Adrian Smith (Iron Maiden), que participou dos dois álbuns anteriores, fez falta. Quanto a Bruce Dickinson, o que eu posso dizer sobre a sua performance? Porra, o cara é um dos melhores de todos os tempos, canta feito um desgraçado, parece que só melhora com o passar dos anos e ainda gravou o disco com as costas machucadas.

Tyranny Of Souls não é o melhor disco de Bruce Dickinson, até porque seria difícil superar Chemical Wedding, mas é um disco ótimo mesmo assim. E, muito melhor do que tudo que o Iron Maiden lançou nos últimos anos, o que é quase que inadmissível.

Segunda-feira, Junho 20, 2005

BATMAN BEGINS



Após reerguer os super-heróis no cinema com os esforçados filmes de Tim Burton e ter seu mundo sombrio transformado num carnaval patético pelo “alegre” Joel Schumacher, eis que o Cavaleiro das Trevas ressurge nas telonas. E essa nova encarnação de Batman está milhares de quilômetros à frente de seus antecessores, estando entre os melhores filmes de heróis produzidos por Hollywood.

O responsável por isto é Christopher Nolan, que aceitou a bronca de recuperar o prestigio do morcegão nas telonas. Para isso ele se cercou de atores consagrados e resolveu não inventar muito para contar as origens de Batman. Pegando como base à minissérie Batman: Ano Um, o cineasta inglês e o roteirista David S. Goyer contaram uma historinha bem legal de como nasceu o mais soturno super-herói dos quadrinhos. Confesso que nunca fui muito de ler gibis e, apesar de ser fã do Homem-morcego, nem suas revistas eu lia. Portanto não posso dizer o quão fiel ao tal gibi o filme é, mas posso dizer que ele é muito bom.

O longa inicia com uma lembrança do passado de Bruce Wayne na qual ele cai em uma caverna cheia de morcegos, animal que passa a atormenta-lo e se torna, mais tarde, o símbolo de seu halter-ego. Ainda menino ele assiste o assassinato de seus pais e passa a se culpar por isso. Já adulto e percebendo que apenas vingar a morte dos pais não lhe trará paz, Bruce (Christian Bale) decide se tornar uma espécie de justiceiro, para combater os vilões de Gotham City. Para isso ele se priva de suas posses e vai viver como um criminoso, aprendendo tudo o que pode sobre eles. Após ser jogado em uma solitária numa prisão em algum lugar do oriente, Bruce recebe a visita de Henri Ducard (Liam Neeson), que lhe oferece o treinamento da Liga das Sombras, uma sociedade que visa a aniquilação do mal, liderada por Ra’s al Gul (Ken Watanabe). Wayne descobre que a liga é na verdade tão criminosa quanto quem ela combate, e pula fora.

Ao retornar a Gotham ele percebe que sua cidade está infestada de gangsters, traficantes e policiais corruptos, onde poucos não foram corrompidos pelo sistema. Até a empresa de seu pai, que visava o bem estar do cidadão comum, agora só se importa em ganhar mais dinheiro. Em sua cruzada, Batman tem como aliados o fiel mordomo Alfred (Michael Caine), o tenente Gordon (Gary Oldman), Lucius Fox (Morgan Freeman), que trabalha nas empresas Wayne e sua amiga de infância Rachel Dawes (Katie Holmes), uma promotora pública assistente incorruptível.

E com um time desse calibre, precisa de mais alguma coisa pra se dar bem contra os vilões e com o público? Bem, sem um bom Batman, nem os melhores coadjuvantes conseguiriam fazer coisas muito melhores do que os filmes anteriores. E Christian Bale é um ótimo Batman. Ele veste a armadura do Homem-morcego como ninguém conseguiu antes. Faz cara de mal, fala com uma voz soturna e gutural que deixa os bandidos à beira de um ataque de nervos quando na devidamente trajado e muda totalmente quando é apenas Bruce Wayne, seja o Wayne sério ou o playboy irresponsável. Batman é o herói preferido de muitos por ser uma pessoa “de verdade”, sem superpoderes ou algo do gênero, e o ator conseguiu passar isso muito bem.

E os vilões? Bem, os vilões também merecem um parágrafom, afinal, sem eles não existiriam heróis. Além do já citado Ra’s al Gul, temos aqui o Espantalho, vivido muito bem por Cillian Murphy e o gangster Carmine Falcone, interpretado por Tom Wilkinson. Socar tantos personagens em um só filme costuma atrapalhar, já que reduz o tempo de exposição de cada um, mas aqui isso foi contornado com facilidade. Todos, obviamente, trabalham juntos, mas com objetivos diferentes e tem espaço suficiente para se desenvolverem e também para deixarem boas pistas sobre futuros longas.

As cenas de lutas estão muito legais, os embates entre Batman e os inimigos de Gotham estão ótimos e até aquele Batmóvel esquisito ficou legal pra cacete nas telas. Os cenários estão ótimos, a fotografia idem e a trilha sonora é perfeita. É claro que o filme não é perfeito, a personagem de Katie Holmes, por exemplo, só está ali pra fazer par romântico com Bruce e deixa bastante a desejar, e Christian Bale exagera um pouquinho na sua raiva, mas nada que consiga tirar o brilho desta ótima sobrevida do Homem-morcego nas telonas. Ah, e no final tem uma surpresinha pra deixar qualquer fã com um sorriso bem largo no rosto.